A XVII Reunião de Dirigentes de Movimentos, Associações Laicais e Serviços Eclesiais aconteceu entre 26 e 28/9/25, no Convento São Francisco, São Paulo – SP. As Comunidades de Vida Cristã no Brasil (CVX Brasil) foram representadas por Mônica Simons (CVX Manresa, Regional SP).
Essas lideranças partilharam o fruto de suas respectivas missões à luz da Sinodalidade. Foi um precioso tempo de convivência com irmãos e irmãs tão diversos junto aos quais, Mônica teve a possibilidade de partilhar o quanto a sinodalidade faz parte, desde sempre, da identidade do nosso jeito CVX de viver a espiritualidade inaciana, através da contemplação para a ação missionária, em tantas frentes e fronteiras.
A reunião teve por objetivo:
- Realizar partilha de comunhão, vida e experiências dos movimentos, organizações e serviços eclesiais presentes;
- Conhecer mais a fundo o Instrumentum Laboris ou DGDAE – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da CNBB;
- Compreender a dimensão e missão do laicato fazendo parte do CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil.
Os principais temas conversados foram:
1) As Diretrizes Gerais da Ação Evangélica da Igreja no Brasil;
2) O “ser igreja” na contemporaneidade: desafios para o agir missionário; e
3) O Jubileu dos movimentos.
O Instrumentum Laboris segue disponível à Igreja no Brasil, tendo em vista da elaboração das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGDAE), que serão aprovadas pelo episcopado na Assembleia Geral dos Bispos do ano de 2026.
Conheça e converse com sua comunidade sobre as Diretrizes que estão sendo construídas.
Segue arquivo: CNBB_INSTRUMENTUM LABORIS
O texto é fruto de um percurso eclesial orientado pela escuta e pelo discernimento, pautado na conversação espiritual, estando representado os rostos de tantos irmãos e irmãs do Brasil desde a diversidade da igreja católica do país inteiro. Isso posto, o documento exprime uma visão global para a evangelização no Brasil à luz do Espírito Santo e do caminho sinodal.
Nesse processo, os dirigentes de Movimentos, Associações Laicais e Serviços Eclesiais são convidados a divulgar o documento e recolher sugestões de melhorias e, principalmente, possibilitar a apropriação dos conteúdos por toda a igreja.
Inspirados no tema das DGDAE, os presentes na Reunião também foram impulsionados a reavivar, nos diversos setores da igreja, a missão de sermos testemunhas dos ensinamentos de Jesus Cristo e de caminharmos em direção às fronteiras, às periferias geográficas e existenciais, ir além dos ritos religiosos e alcançar a verdade nas pessoas, suas dores e vazios.
“Os Evangelhos são narrações de experiências…nós evangelizamos através da nossa experiência como sentido existencial, porque complementa nossa existência e nossa maneira de ser e de estar no mundo, de olhar o mundo e como nos relacionar com o mundo. Dizer ao outro é dizer de minha experiência junto ao Ressuscitado”, comenta Mônica Simons.
A caminhada histórica que construiu o jubileu dos movimentos torna claro que nós, cristãos, afetamos e somos afetados pela realidade. Os que começaram os movimentos olharam as demandas da sua época. É imprescindível dialogar com a sociedade, perceber similitudes e diversidades. Do mesmo modo, faz-se importante que a igreja dialogue entre si, considerando unidades e diversidades, os dons de cada um e as contribuições para a construção do Reino de Deus.
O encontro foi marcado pela escuta sensível de todos os/as participantes que, reconhecendo-se como sujeitos eclesiais comprometidos com uma igreja em saída contextualizada nas demandas atuais, entendem da necessidade de levar as pessoas a alegria do encontro com o Ressuscitado e não focar somente na doutrinação.
Alimentados pela Eucaristia diária ao final de cada dia de trabalho e fortalecidos com a riqueza de tudo que foi discutido e planejado, concluiu-se com o coração pleno da certeza do amor de Deus e da guiança do Espirito Santo, para as respectivas missões que lá estiveram representadas.
Que estejamos atentos aos sinais dos tempos!






