O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) realizou, entre os dias 19 e 22 de junho, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), o seu 8º Encontro Nacional e a sua 43ª Assembleia Geral Ordinária, com a eleição de uma nova presidência e Conselho Fiscal. Nessa ocasião o laicato fecha seu triênio de celebração do Jubileu de 50 anos do organismo da igreja católica no país.
Anualmente, o evento acontece durante o feriado de Corpus Christi e reúne participantes de todos os regionais e entidades filiadas para celebrar, refletir e renovar o compromisso com a missão e vocação leiga na Igreja e na sociedade.
A Comunidade de Vida Cristã (CVX), uma das primeiras filiadas ao CNLB, esteve representada por: Jeziel Rosa (SP), Edson Guedes (CEN), Príamo Lima (DF), Socorrinha Laurentino (DF), Irineu Furlanetto (SP), Marlene Mannarino (RJ), Honorata Ferreira (NE) e Roberto Barbosa (Sul). Ainda, Deise Bezerra (SP) participou da Romaria do Jubileu, que consiste na caminhada de fiéis vindo de vários lugares do país com destino ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Aparecida (SP).
A presidência eleita do CNLB para o triênio 2025-2029 é composta por Márcio José de Oliveira (Regional Sul 1) como presidente, Marlise Ritter (Sul 4) como vice-presidente, Patrícia Gil Cabral (Norte 1) como secretária-geral, Eder D’Artagnan (Maristas de Champagnat) como segundo secretário, Adriano Massariol Pacheco (Leste 2) como tesoureiro-geral e Kadira Dias (Nordeste 1) como segunda tesoureira.
A eleição do novo Conselho Fiscal também foi realizada na ocasião. Os eleitos foram: Rafael França (Leste 1), Zenilza Aparecida (Norte 1) e Honorata Ferreira (CVX | Nordeste 1). Já os suplentes: Luís Antônio (Sul 1), César Evangelista (Norte 3) e Tereza Neum (Nordeste 2).
Além de Honorata (CVX-NE), eleita conselheira fiscal nacional, vale lembrar que a CVX tem membros atuantes nas regionais do CNLB, a exemplo de Luiz Fernando Jordão (CVX-RJ) e Irineu Furlanett (CVX-SP).
Veja abaixo a memória do Encontro do CNLB escrita por Edson Guedes, coordenador nacional da CXV no Brasil, e por Marlene Manarinno, coordenadora da CVX Regional Rio:
A abertura do 8o. Encontro Nacional do Laicato do Brasil começou na tarde do dia de hoje com orações a Maria, mãe de Jesus! Pedimos por sua benção! Pedimos que nos ensinasse a ficar sempre junto de seu filho de Jesus, a serviço do seu Reino.
Uma celebração de abertura com uma riqueza simbólica muito grande. Uma procissão com as bandeiras dos estados do Brasil e das organizações filiadas, demonstrando a presença atuante do laicato nas várias regiões do país. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi trazida e posta em um altar em forma de barco. Com cantos e muita alegria um manto simbólico de cor azul foi se espalhando a partir do berço de onde estava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, estendendo-se sobre todos(as) os(as) participantes, símbolo da proteção da Mãe Maria sobre o laicato de todo o Brasil.
Na segunda parte da tarde teve início com uma memória dos 50 anos do CNLB, palavras proferidas pela nossa irmã Honorata, da CVX, da Regional Nordeste. E foi a mesma Honorata que convidou a comissão organizadora para compor a mesa do evento, conduzindo com maestria a fala de cada integrante presentes à mesa.
De todas as falas dos componentes da mesa, merece destaque a fala da presidente, Sônia, que chamou a atenção para o fato de celebrar os 50 anos do laicato do Brasil em Aparecida significa lembrar da nossa vocação leiga junto aos mais vulneráveis em nessa sociedade, assim como foi nossa Mãe Aparecida que se fez presença juntos aos pescadores, aos pretos e mulheres, mais marginalizados.
Sônia nos conclamou a sermos guardiões da esperança, da palavra, da sinodalidade na Igreja e no mundo.
Após a missa, todos se dirigiram para os locais em que estão acomodados para o jantar e descansar. O dia amanhã vai ser intenso.
Que Deus e nossa mãe Maria continue nos abençoando.
Por: Edson Guedes (CEN)
O dia iniciou com uma missa na intenção dos mártires da caminhada, pessoas que ao longo da vida deram seus “sim” a Deus, e tiveram que doar a própria vida em defesa da causa do Evangelho, a exemplo, de Dom Oscar Romero, Chico Mendes, Ir. Doroth Stein.
Em seguida, Sônia Oliveira (CNLB) e Cristina (Caritas) fizeram seus relatos sobre suas participações na 2ª etapa do Sínodo, em Roma. Destacaram a interação do Papa Francisco com todos e, em especial, com as mulheres (58), posto que anteriormente havia resistência a presença de leigos e leigas nesse movimento sinodal. Havia muitos assuntos a tratar e muitos participantes com mentalidades diferentes. Podemos achar que nada aconteceu, mas quem estava lá sabe das vitórias alcançadas. Por fim, em suas palavras, Cristina nos lembrava da frase “O que a memória ama, torna-se inesquecível” (Adélia Prado).
Ir. Regina Pedro, falou sobre o trabalho das Pontifícias Obras Missionárias (POM). Todos nós ao sermos batizados somos missionários. O missionário não é sempre aquele que sai a um lugar. A nossa vida deveria ser uma constante missão. A missionalidade não é uma dimensão da igreja e sim é a igreja. Ou somos missionários, ou nem somos igreja. A igreja existe para evangelizar. E a gente não evangeliza só com palavras, a gente evangeliza principalmente com nosso jeito de ser. E foi mais ou menos assim que terminamos nossa manhã.
Pela tarde conhecemos alguns trabalhos pastorais da nossa igreja. Primeiro, alguns jovens nos falaram sobre a Pastoral da Juventude. E não é só a juventude engajada, de paróquia. Mas aquela juventude engajada no meio do povo, no sofrimento de tanta gente. Depois ouvimos sobre a Pastoral da Criança. E quando falavam das crianças, não era apenas da educação, da catequese, e sim das crianças com fome. O trabalho da Pastoral da Criança inclui também ensinar crianças e, principalmente, mães a prepararam alimentos alternativos. Acaba trazendo um benefício para a família toda.
Depois tivemos uma apresentação que nos falava sobre um tema bastante delicado para a igreja: a questão dos abusos cometidos por membros da igreja e sobre a mudança de enfoque, que antes era tratado com “o membro do clero pecou contra a castidade, contra o sexto mandamento, que foi infiel ao seu compromisso”. Não. Isso não é o mais importante. O Papa Francisco abriu os olhos da igreja com documentos mostrando que o mais importante é perceber como isso repercute na vítima e em sua família, no posicionamento de toda uma comunidade, o quanto isso depõe contra a Igreja. O assunto é muito mais sério do que muita gente quer nos fazer pensar.
Em seguida recebemos o testemunho de uma deputada estadual de Minas Gerais. Um testemunho sobre ser uma deputada, mulher, negra, do PT – que acaba tornando-a malvista por tanta gente: ricos e poderosos que pensa “o que uma pessoa dessa está fazendo aqui no nosso meio?”, e malvista até por muita gente da igreja, que quando não a conhece se pergunta “O que essa deputada está fazendo leitura na missa?”. Muitas vezes a gente se dedicar, entregar a vida ao Senhor (não como os mártires do começo do dia) também gera incômodos.
Ela também falou sobre possível proposição de plebiscito sobre diversos assuntos, inclusive, questões econômicas.
O dia terminou com a oração dos mistérios dolorosos do Terço de Nossa Senhora.
E o texto do Papa Francisco, citado pelo Frei João, do Núcleo Lux Mundi, sobre o abuso no interior da Igreja: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2018/documents/papa-francesco_20180820_lettera-popolo-didio.html
Por: Marlene Mannarino (CER-RJ).
Recomeçamos o nosso encontro na manhã de sábado com a celebração da eucaristia.
Logo em seguida, iniciamos com partilha sobre “Sinodalidade e Formação Laical”. Célia falou da Rede de Multiplicadores e Multiplicadoras do CNLB, que tem por objetivo investir na formação múltipla e integral dos cristãos leigos e leigas. Trata-se de uma proposta de formação em rede, com participação de leigos e leigas de várias regionais do Brasil. Essa formação acontece de modo on line e também alguns encontros presenciais.
Mais informações: https://cnlb.org.br/rede-de-multiplicadores-e-multiplicadoras-do-cnlb/
César, da diocese Porto Nacional, partilhou sua experiência com o Curso de Formação teológica para leigos e leigas da Diocese de Porto Nacional – TO. A partir da primeira turma começou a organização do Conselho de Leigos na diocese, com vários encontros de formação que tratava da vocação leiga.
A terceira experiência de formação foi partilhada por Patrícia, sobre o “Itinerário de formação laical Marista”, desenvolvida em três etapas (Ciranda, Teia, Estrela). Partilharam sobre os projetos formação que acontece com os leigos que trabalham nos colégios, como de outros leigos que assumiram sua missão em projetos sociais e comunitários, a exemplo do que acontece em Januária (MG)
César Kuzma (PUC/PR) fez uma exposição brilhante sobre “a sinodalidade e formação laical”.
No turno da tarde, deu-se início à votação para a nova presidência do CNLB e Conselho Fiscal. Logo em seguida foi feita a prestação das contas do CNLB.
À noite, como de costume, nos alegramos com uma festa cultural, tendo Zé Vicente para nos animar.
Em tudo demos graças a Deus!
Por: Edson Guedes (CEN)
Despedidas e encerramento.
Veja outros resumos dos dias no site do CNLB: https://cnlb.org.br/





